19 dezembro, 2008

... só com sentir!

Quero gritar, sorrir e vaguear. Mostrar que o não também é sim, dizer não e pensar sim, e assim alcançar o sonho. Quero voar, deixar cair e partir. Lembrar ao mundo as alegrias, vencer obstáculos com lágrimas, limpar de vez os fantasmas. Quero correr, saltar e dançar. Falar para além da voz, caminhar para além do espaço, ouvir para além do som. Quero falar, dizer, contar... sem som, sem voz...

... e quero que saibas sentindo, que oiças sem som, que sintas sabendo. العاطفه

09 dezembro, 2008

Divagando e vagueando...

Já há algum tempo que não me sentava em frente ao computador para deixar os dedos saltitar de tecla em tecla, verdade seja dita que não me tenho sentado em frente ao computador para nada mesmo além de trabalho...
Gostava de um dia perceber como é traçado o nosso destino, como são escritas as linhas do livro do nosso fado, estaria definido no dia em que nasci que seria assim desta maneira, ou será alguém dono de uma inteligência suprema que designou que eu aqui estaria para desempenhar este papel?! E como é que sei como vai ser daqui para a frente?! Estará escrito na palma da minha mão ou terei de ler a posição das estrelas do dia em que abri os olhos para este mundo tão singular, dono de uma beleza cruel que nos faz fazer o que temos a fazer e nem sempre o que mais queremos?! Serei eu mais uma peça de um puzzle gigante que alguém tenta montar?! Ou serei mais um elemento estilo "Sims" no jogo que alguém decidiu criar?!
Um dia sei que terei respostas para tudo, ainda me vou rir destas dúvidas, mas vou com toda a certeza pensar que foram estes momentos de loucura que me fizeram ter momentos de lucidez, foram estes devaneios que me levaram a pensamentos certeiros, foram momentos como este que me fizeram pensar na vida, naquilo que já fiz, naquilo que quero fazer, e sei que no dia em que reler isto vou sorrir e pensar que o mundo cruel que tantas vezes me faz querer desistir é o mesmo que me deu um sorriso que me ilumina e me faz acordar dia após dia ao som da melhor melodia do mundo, um riso feliz!

05 abril, 2008

Não leias, sente

Não são as palavras em sentido lato e sonoro, muito menos gritos que o coração não ouve nem sente, são gritos mudos de dúvidas de não-sei-o-quê, de não-sei-quem, são silêncios mutantes em paredes que ecoam os medos! Não, não perguntes porquê, não perguntes o quê, não sei, nem saberei, é talvez o sexto sentido que dizem ser feminino, é com certeza o anjo da guarda que sabe, que vê, que diz, que sente e faz sentir! E sei, sinto, penso, sonho, e não tenho respostas, tenho silêncio... sem dicionário nem tradutor, sem voz, é mudo, mas faz-se ouvir e eu sei... sei que por mais que as palavras não o digam, a voz treme e o pensamento voa, para longe...

07 novembro, 2007

Sonhadora acordada

Quero voar, acordada no sonho de ter asas e seguir, flutuar sem cair, de pés na água, andando por um caminho lunar, árido, quente de emoções, perder-me, guiada por um sentir, quero.

05 novembro, 2007

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Regressei às piscinas...
Não me lembro de onde vinhamos, era de uma festa, não me lembro qual, lembro-me apenas do que pensei quando percebi para onde nos levavas, a junção da água com o céu, as estrelas, a lua, tudo só para nós num momento só nosso...
Não me lembro do que tinha vestido, apenas da tua camisa branca a rebolar comigo pelo chão, lembro-me que estava de sandálias e naquele piso flutuante não dava jeito nenhum, tirei-as, andei, descalça, como que a fugir de algo que queria, em fintas que não o eram...
Lembro-me do abraço, do beijo, da loucura, do desejo, lembro-me do teu perfume, lembro-me de querer parar o tempo, lembro-me dos sussurros, lembro-me de querer muito mais, lembro-me de ter frio, de me aqueceres... lembro-me de combinarmos a minha primeira viagem para te ver, lembro-me de pensar se querias mesmo que fosse ter contigo...


Pensamento esse que me acompanhou durante essa semana, até me chamares uns quantos nomes e me dizeres que me querias lá, ao teu lado, e eu fui... Muitas mais viagens se seguiram, minhas, tuas, cada viagem repleta de momentos, pequenos gestos, pequenas doçuras, fins de semana completamente loucos, intensos, minutos que me fizeram renascer, sorrir, recuperar aquele olhar, azul... No pensamento aquelas dúvidas, aqueles medos que sempre falei, mas isso faz parte de mim, não é fácil desaparecer, aos poucos, os fantasmas vão embora, quem mos leva?! Ghost Busters diriam os Gatos, eu digo o tempo...

De porta aberta, aquele sorriso, o pinheirinho, o início, aquele sorriso, o espanto, a surpresa, aquele sorriso, lembro que pensei, lembro-me que senti mas não o disse, ficou guardado para mais tarde

Mas quero, senti-lo, dize-lo, não hoje ou amanhã, agora... 2660001830...

02 novembro, 2007

Sou, sinto, sei...

Nada do que fui, nada do que serei, sou, num oceano incompleto, numa dança de acordes melodiosos, nada de tudo, tudo do que sei, sinto, é a peça do puzzle que o completa, que lhe dá som, movimento, cor, num azul inócuo, num baile de sorrisos, sinto que sou, sei, num ir e vir de sonhos,
sou, sinto e sei...

18 outubro, 2007

Nada de tudo

Apetece-me escrever, não sei de quê nem sobre o quê...
Lembrei-me de ti, da Inês que ainda não é Inês (apesar de eu achar que é), do tempo, do meu cansaço, das férias que me apetecia tirar, do fim de semana que se aproxima e que ainda não sei como vai ser, dos chocolates que tenho comido, daquilo que tenho para fazer em casa, daquilo que não tenho tempo para fazer, daquilo que quero dizer...

26 setembro, 2007

Melted ice

Sempre disse que não acredito num destino previamente traçado, um livro escrito à nascença com tudo aquilo que me iria acontecer... Acredito sim que tenho um papel a desempenhar, que tenho uma função, mas com liberdade para construir o meu futuro, o meu destino, escrever esse livro com o sangue das feridas, as lágrimas da dor, o suor do trabalho e os sorrisos das vitórias!
Mas depois, por vezes, entro em contradição comigo mesma, porque nada acontece por acaso, não existem coincidências e tudo, tudo, tudo tem uma razão de ser e existir! Se olhar para trás e tentar compreender algumas atitudes e comportamentos meus consigo ver um encadeamento natural, mesmo as asneiras (que foram muitas), se não as tivesse feito não me tinha levantado ainda mais, não tinha alcançado aquela vitória, não tinha voado mais alto! Questiono-me muitas vezes, "como é que isto aconteceu?! porquê agora?!" tal a velocidade com que algumas coisas surgem na minha vida, sem eu dar conta, sem eu pedir, sem eu dar permissão, mas elas estão lá, por alguma razão nesse momento, por algum motivo daquela maneira...
Mesmo coisas que no passado recusei, congelei, contornei, fugi e ignorei... mesmo essas voltam e eu não contorno, aceito, quero e depois pergunto "porque não quis no passado?", "porquê só agora?!"...

Porque só agora era o momento certo, só agora podias cumprir a tua função, só agora estava destinado a derreter o cubo de gelo e aceitar...

17 setembro, 2007

Isto & Aquilo

Não sei se será do tempo cinzento, do trabalho chato, do sono ou quem sabe do cansaço que me percorre as veias... Poderá ser ansiedade, por algo que não chega, por uma mudança aguardada, desejada, o completar dos cento e oitenta... Quem sabe é apenas saudade de outras horas, minutos, outros segundos, saudade de outra vida, de outros momentos... talvez isto... talvez aquilo... Perdido noutro mundo, noutros segundos, num relógio diferente que se rege por um tic-tac sonoro, audível por vozes surdas, mudas de tanto falar, caladas de tanto sentir...
Isto que sabe a pouco, aquilo que o complementa incompletando-o, quem sabe à espera de mais, do resto, dos graus que faltam para os cento e oitenta, uma definição, um saber... isto que se vive, aquilo que se sente, no fundo isto&aquilo sempre à espera de mais...

13 setembro, 2007

Apetece-me...

Sair de casa e sentir o sol a bater
Passear ao fim do dia à beira-mar
Falar sem dizer nada
Comer um gelado
Almoçar sem limite temporal
Jantar numa esplanada com vista para o mar
Sair sem levar relógio
Sentir os meus ouvidos sorrirem
Rir sem saber porquê
Ficar feliz com aquele sorriso
Brincar
Ouvir-te chamar-me

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