09 julho, 2008

mais, e mais e mais...

E de repente fez um ano... não um ano oficial, um ano apenas desde que nos cruzamos novamente, desde que esse olhar que me seduz me prendeu para não mais me soltar, desde que consegui por palavras explicar a razão dos meus actos mais distantes, desde que me chamaste cubo de gelo, desde que me levaste por voltas e rodopios numa dança que nunca esquecerei!

Já muitas vezes disse que não acredito em coincidências, o acaso não existe, tudo tem uma razão de ser! E se, há dois anos, não estava destinado a ficarmos juntos, o destino fez com que nos reencontrássemos quando estivéssemos prontos para o que nos estava reservado, para isto que é 'Amor', aquilo que incluí 'Paixão', para tudo que chamamos 'Nós'!

Quero mais, e mais, e mais, e mais...

08 julho, 2008

Porque sim!

Apetece-me, escrever, divagar, não sei de quê, nem porquê, acontece frequentemente, apetece-me apenas escrever.. deixar os dedos bailarem por entre "a's" e "m's", "z's" e "p's"! Nunca tive o dom da palavra, não escrevo "coisas bonitas", escrevo com a naturalidade de uma pessoa que por vezes está feliz, às vezes está triste, à vezes nem sabe...

Usei muitas vezes as palavras escritas por não conseguir utilizar as orais, escrevi muitas vezes zangada, com palavras cruas e frias, muitas vezes feliz, com palavras doces e meigas, já desabafei e fiz da escrita um refúgio, debaixo de um nome podia ser quem quisesse, podia contar estórias com dados reais...

Hoje escrevo porque sim, porque me apetece, porque gosto, escrevo feliz, escrevo apaixonada, escrevo estórias passadas, projectos futuros e ideias presentes... escrevo simplesmente porque sim!

28 maio, 2008

Eu não vou!!!


Não vou nos dias 1, 2 e 3, nem em qualquer outro dia!!!

24 maio, 2008

Bolinhas 1994 - 2008

Nem sei por onde começar, nem sei muito bem o que escrever...
Há tempos escrevi um post sobre a Lunni, esse post terminava a falar no Bolinhas, estaria alguém lá em cima que trataria da Lunni como se fosse o seu Bolinhas, bem Lunni parece que agora terás de receber o Bolinhas, mostrar-lhe os cantos à casa!
Foi em 1994 que te levámos para aquela que seria a tua casa, e não estamos a falar de uma pequena casota, estamos a falar de uma aldeia que tu virias a conhecer de ponta a ponta, foste recebido com uma dose excessiva de mimos, fazias as delícias dos miúdos (eu incluída) que nunca te largavam, adoravas andar atrás de nós aos saltitos, de cauda no ar! Adoravas andar atrás do avô (o teu eterno dono), para onde ele ia, lá estavas tu também... e travessuras?! Eras um ás!!! A avó punha as couves, regava e tu ias logo deitar-te em cima delas... estava lá fresquinho não era?! E esgravatar a terra?! O objectivo era uma cama fresca e fofa não era?!
Foste crescendo como é óbvio, foste ganhando liberdade, a tua casa já não era só aquele quintal, era toda uma aldeia que te conhecia, que te chamava, que te dava mimos cada vez que passavas, tornaste-te o cão da aldeia! Ias à missa ao domingo, ninguém te expulsava, aquele era o teu lugar e sabias que era um lugar de silêncio, nunca te portaste mal, nem mesmo quando sem querer te fecharam uma tarde lá dentro! No verão ias connosco para o rio, levantavas poeira, mas ninguém reclamava... eras o cão que todos gostavam!
Lembro-me de quando ficava alguns meses sem ir à aldeia, bastava aproximar-me do portão e lá vinhas tu a correr, nunca te esqueceste, abanavas sempre a cauda, saltavas sempre e fazias sempre questão de me sujar!!!
Em 14 anos também passaste por momentos difíceis, perdeste a tua companheira de sempre (a nossa Raposa), perdeste o teu dono... Com mais sentimentos que muita "gente grande" nunca escondeste que estas perdas te afectaram, com a morte do avô nunca mais foste o mesmo! Mas aguentaste, continuaste a ter o carinho de todos, sobreviveste a um atropelamento, foi uma fase difícil, mas quem te atropelou foi quem mais te tratou, era o teu segundo dono, que nunca te deixaria morrer assim! Recuperaste como se tivesses apenas dois anos, voltaste a correr, a ladrar, ninguém diria...
Desta vez tudo foi diferente, quem te atropelou nem humano deve ser para te ter deixado assim! Desculpa, desculpa não termos estado logo lá!
O meu Bolinhas foi atropelado por alguém sem qualquer tipo de sentimentos, alguém que foi avisado que o cão estava perto do seu carro para ter cuidado quando arrancasse, mas mesmo assim não teve esse cuidado! Atropelou-o e não se dignou nem a parar nem a avisar ninguém! Ao fim do dia encontrámos o cão, deitado, quieto, sem reacção à beira da estrada... Tentámos salvá-lo, levá-lo ao veterinário... Não havia hipótese, a bacia estava partida, havia lesões internas, 39º de febre, a qualquer momento podia entrar em coma! Pagámos por aquela injecção e perdemos-te para sempre!!!
Sei que, onde quer que estejas, estás melhor, tens contigo a melhor pessoa do Mundo a cuidar de ti, aquele que nunca te falhou, nunca te abandonou... Tens a Lunni para brincar contigo! E eu um dia estarei contigo também, entretanto ficarás para sempre nos nossos corações!

08 maio, 2008

Retiro

A vida não pode ser feita só de trabalho e rotina, até porque não há corpo que aguente.. daí que de vez em quando (sim, só de vez em quando porque também não há carteira que aguente!) saiba bem sair do cinzento da cidade, do ar pesado, do barulho dos carros, dos gritos dos vizinhos, dos horários, das pressões, dos telemóveis, disto e daquilo...

Destino??? Praia deserta, campo, paz, chaparros, pássaros... costa e interior alentejano!!!

1º passo... telemóvel desligado!!!
2º passo... depósito atestado!!!

Saindo tarde de casa fazemos uma primeira paragem para comer um peixe fresquinho à beira-mar, e acreditem, não há melhor! O local fantástico, o peixe estava delicioso, o vinho fresquinho, a companhia... foi um fantástico início de "retiro". Sempre com o mar no horizonte passamos para o outro lado, a península de tróia com todas as suas novidades continua com o seu cheirinho a férias na praia! Não sei se finalmente terá o devido aproveitamento turístico, espero que sim...
A esta hora o nosso destino era só um: PRAIA!!!


Parámos na Comporta e é claro que, como seria de esperar num dia de semana, encontrámos a praia deserta... Foi o primeiro mergulho do ano, numa água mais quente que em muitos dias de verão, os primeiros raios de sol a baterem no corpo, e a temperatura sempre a subir, indo um pouco contra o nome da própria praia... "há coisas que só fazem sentido quando feitas em determinado momento" lembras-te?!

Numa viagem por planícies repletas de chaparritos, numa estrada de meter medo ao susto lá chegámos à nossa pousada, perdida no meio de nenhures, mais uma vez com o elemento água por perto, passámos uma noite cinco estrelas! Sem esquecer aquele jantar fantástico ao som de Katie Melua e apenas Katie Melua, sim porque o cd passou no mínimo 3 vezes...
Partindo mais uma vez em direcção à costa tivemos direito a mais um dia de praia, de sossego, de paz... algumas nuvens, o mar um pouco picado, mas mesmo assim deu para ficar no estado "lagostim" e para chapinhar um bocadito!

O nosso retiro não podia terminar sem um jantar especial, como nós gostamos, no sossego do nosso cantinho...
العاطفه

30 abril, 2008

Fim de tarde

Lá fora o vento suspira, os pássaros estão no seu último voo antes de uma noite descansada, o céu ganha um tom doce e quente, no horizonte um disco amarelo que se põe... Cá dentro a hora é de descanso, no ar uma melodia que nos embala, o cheiro que nos aconchegará o estômago... O relógio continua no seu tic-tac que não pára, o som de One diz-me que estás a chegar, o som da porta anuncia a tua chegada...


E aquele abraço, aquele sorriso, aquele beijo devolvem-me toda a energia gasta num dia de trabalho, e não preciso de mais, sabes que uma pequena palavra, um pequeno gesto, um sorriso, aquele sorriso, iluminam todo o meu dia, e são os pequenos gestos em minutos que correm e as palavras ditas por impulso que tornam o meu olhar azul.

24 abril, 2008

Um intrigante épico sobre a família, fé e petróleo, «HAVERÁ SANGUE» decorre na fronteira da Califórnia durante o boom petrolífero do virar do século. A história relata a vida e os tempos de um Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis), que evolui de um prospector de prata que cria, sozinho, um filho para um magnata do petróleo. Quando Plainview recebe uma misteriosa dica de que numa pequena cidade do Oeste um oceano de petróleo está revelar-se à superfície, dirige-se até lá com o seu filho, H.W. (Dillon Freasier), para tentar a sua sorte na degradada Little Boston. Nesta miserável cidade onde a maior excitação se centra em torno dos fervorosos seguidores da igreja do carismático pregador Eli Sunday (Paulo Dano), Plainview e H.W. ganham a sorte grande. Com o decorrer do tempo e o aumento da fortuna, nada se mantém igual e à medida que os conflitos vão aumentando todos os valores humanos – amor, esperança, comunidade, fé, ambição e mesmo os laços que unem pais e filhos – são ameaçados pela corrupção, decepção e pelo fluxo do petróleo. [http://7arte.net/]

Realizador: Paul Thomas Anderson
Actores: Daniel Day-Lewis, Dillon Freasier, Ciaran Hinds, Kevin J. O’Connor
Ano: 2007 Idade: M/12
Duração: 158 minutos Género: Drama

Nomeado para Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor (Daniel Day-Lewis), Melhor Argumento Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Direcção Artistíca, Melhor Montagem e Melhores Efeitos Sonoros...
Vencedor de Melhor Actor (Daniel Day-Lewis) e Melhor Fotografia... Merecidos!

É um clássico, sim... baseado no livro Oil! (1927) do escritor Upton Sinclair e como tal tinha uma linha a seguir, mas mesmo assim achei que faltava qualquer coisa, argumento, falas, conteúdo, algo que preencha um pouco mais as 2h e qualquer coisa de filme.
Não é um filme que volte a ver, mas também não digo que não gostei... Vê-se bem e consegues extrair uma mensagem importante, aquela mensagem associada ao poder, ao dinheiro, à distância a que as pessoas se colocam quando começam a subir na vida, tudo o resto passa para segundo plano, inclusive alguém sempre tratado como filho e que repentinamente se faz questão de chamar adoptado... são questões interessantes colocadas no filme de uma forma interessante.
A excelente interpretação de Daniel Day-Lewis obviamente catapulta o filme e, sim, é o que torna o filme um bom filme! 3/5*

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